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11/11/2008 00:42
Obama e a Esperança
Eleição de Obama derrota ditadura dos monopólios
O presidente eleito definiu o caráter das transformações que os EUA necessitam como ser responsável não somente por si, mas pelo próximo
Esta vitória, por si só, não é a mudança que buscamos. É apenas a chance de fazermos essa mudança, disse o presidente eleito dos EUA, Barack Hussein Obama, na noite da última terça-feira, definindo o caráter das transformações que os EUA necessitam como ser responsável não somente por si, mas pelo próximo.
Com efeito, desde que Franklin Delano Roosevelt, em meio à depressão que se seguiu ao craque de 1929, não havia uma eleição como esta nos EUA.
Como ele mesmo disse, Obama é o eleito mais improvável da história do país: negro, com raízes africanas recentes, tendo passado parte da infância na Indonésia, onde freqüentou uma escola islâmica, apontado como o senador mais à esquerda do Congresso em 2007, adversário da agressão ao Iraque, com um programa de atendimento público nas áreas de educação e saúde, autor, entre outros, de um projeto que protegia a população contra os despejos e de outro coibindo fraudes nas eleições federais. Em suma, ninguém poderia ter um perfil mais oposto ao da casta que domina os EUA há décadas.
Por outro lado, a fraude havia desmoralizado as duas últimas eleições presidenciais dos EUA em que, para entronizar um desqualificado, milhões de norte-americanos tiveram o voto cassado, milhares de urnas foram, simplesmente, assaltadas, e a Suprema Corte se mostrou, pública e desavergonhadamente, um valhacouto de chicaneiros fascistas.
Não por acaso, a principal figura do governo Bush foi o vice-presidente, Richard Cheney, ex-presidente da Halliburton e articulador do que há de mais aventureiro, mais arrivista e mais vigarista no ramo dos monopólios e cartéis norte-americanos. Alguém, falando do nazismo, notou que o imperialismo, em decadência e sem ninguém que possa ocupar diretamente o governo, acaba recorrendo à marginalidade, ao lumpen, para manter-se no poder. Pelo jeito, ele não recorre apenas aos marginais do tipo de Hitler, mas também à marginalidade monopolista.
MAGNATAS
Jamais a tão falsa quanto propalada democracia americana apareceu, diante de cada norte-americano e cada cidadão do mundo, como o que ela, há muito, é: uma ditadura de meia dúzia de magnatas, de monopolistas, dispostos a tudo, ou quase tudo, para prevalecer contra a esmagadora maioria da população isto é, contra o povo. Os dois mandatos de Bush Jr., com a instalação de um Estado policial, com a instituição da tortura como método de investigação de dissidentes, com a suspensão das garantias constitucionais pelos atos impatrióticos, com a escuta e espionagem de lares, bibliotecas, universidades e locais de trabalho, esclareceram quem ainda mantinha dúvidas sobre qual é ou qual era - o regime vigente nos EUA.
Sobre a devastação econômica, política, moral, ideológica e militar em meio da qual vai assumir a presidência, Obama declarou que é um ótimo momento para ser presidente, pois os EUA, que são normalmente um país conservador, têm agora certeza de que é preciso mudar. E, realmente, sua trajetória, sempre fiel a alguns princípios, faz com que seja possível ter esperanças.
Desde o fim da Guerra Civil (1865) e o assassinato de Lincoln, a história dos EUA é a história da ditadura dos monopólios financeiros e da luta contra ela. O próprio Lincoln, em seu discurso mais notável, havia advertido sobre o perigo que rondava os EUA, ao conclamar a nós os vivos para completar a obra inacabada (
.), que esta Nação com a graça de Deus venha gerar uma nova Liberdade, e que o governo do povo, pelo povo e para o povo jamais desaparecerá da face da terra.
Apenas cinco anos depois da morte de Lincoln, começou uma nova escravidão. Mais sete anos e os direitos dos negros foram, na prática, anulados. Duas décadas após, a Suprema Corte tornou legal a segregação racial, suspendendo a 14ª e a 15ª emendas à Constituição dos EUA a primeira estendia os direitos constitucionais aos ex-escravos, a segunda proibia que um cidadão fosse impedido de votar por questões raciais. Em 1906, o Zoológico do Bronx, Nova Iorque, expôs um africano numa jaula, juntamente com um orangotango.
Ao mesmo tempo, uma feroz perseguição foi desencadeada contra os trabalhadores, negros e brancos de que são exemplos os assassinatos oficiais dos líderes do 1º de maio de 1886, em Chicago, e a execução de Sacco e Vanzetti, em 1927.
Porém, em meio à crise que dividiu o partido republicano em 1912, o democrata Woodrow Wilson, com uma plataforma anti-monopolista, anti-racista e favorável às revindicações dos trabalhadores, venceu as eleições, e foi reeleito em 1916 - mas não conseguiu concorrer a um terceiro mandato, em meio a uma feroz campanha de infâmias. Wilson realizou parcialmente a sua plataforma, estabelecendo leis e controles anti-monopolistas e recuou, entre outras coisas, em relação aos direitos dos negros.
Os 12 anos seguintes 1921 a 1933 constituem o período mais medíocre, mais ditatorial e mais reacionário da história dos EUA, até a chegada de Reagan e dos Bush. São anos, até 1929, de especulação desenfreada, de desinibida vigarice da banca, de roubo do Estado, de fortunas feitas do dia para a noite no cassino da Bolsa, às custas de excluir a maioria da população, de reprimir a tiros os trabalhadores, em que até os veteranos do exército, com suas famílias, são massacrados em Washington, quando revindicavam o pagamento, atrasado havia oito anos, de seus bônus de guerra.
Mas a crise de 1929, gestada e parida por esse bacanal financeiro, abriu uma brecha no poder dos monopólios. O desemprego campeia, os centros das cidades (incluído o Central Park, de Nova Iorque) transformam-se em favelas, milhões de pessoas andam sem rumo e sem comida nas ruas e nos campos.
No meio desse furacão, Roosevelt foi eleito e, depois, sucessivamente reeleito, cumprindo três mandatos, sendo eleito para outro, mas falecendo antes de tomar posse. Foi o período mais democrático e progressista da história dos EUA, em que a crise foi conjurada pela limitação à ação dos cartéis e monopólios e pelos programas públicos de obras, de financiamento direto aos produtores, e atendimento à população. Foi também o período em que os EUA melhor conviveram com outras nações e outros povos inclusive, estabeleceram a aliança com a URSS na luta contra o nazi-fascismo.
ROOSEVELT
Após a morte de Roosevelt, já no governo de seu vice-presidente, Harry Truman, a reação outra vez tenta voltar ao poder. Truman recua em várias frentes; em outras, não consegue sustentar o programa de seu antecessor. Mas, contra todos os prognósticos da mídia, ainda consegue impedir que os republicanos voltem ao governo em 1948, tal a força do período Roosevelt na população norte-americana.
No entanto, o fascismo com sua tropa de choque, o macartismo avança sobre o país, as perseguições a democratas, as provocações contra a URSS, o anti-comunismo mais alucinado e delirante. O medo, quase pânico, de que surja um novo Roosevelt, faz com que a reação aprove a limitação da reeleição a presidente, agora restrita a um único outro mandato. Os sindicatos são manietados e os movimentos dos trabalhadores praticamente proibidos pelo TaftHartley Act, apesar do veto, derrubado no Congresso, de Truman. Os processos, prisões e condenações inclusive à morte - por alegada espionagem ou alegada traição são desencadeados contra as forças mais progressistas da sociedade norte-americana.
Em 1954, outra vez os monopólios, com Eisenhower, instalam-se diretamente no poder. A chantagem nuclear e as operações encobertas da CIA tornam-se os principais aspectos da política externa do país. Internamente, os EUA e sobretudo o governo dos EUA são dominados pelo que o próprio Eisenhower, ao se despedir da presidência, chamou de complexo industrial-militar.
KENNEDY
No entanto, a crise do final dos anos 50 faz com que, nas eleições de 1960, um democrata, John Kennedy, seja eleito. Durante dois anos, Kennedy lutará contra uma reação extremada a suas medidas. Todos os projetos que Kennedy envia ao Congresso são rejeitados. Por fim, antes que possa ser reeleito, com a perspectiva de uma mudança na correlação de forças no Congresso que realmente ocorreu, Kennedy é assassinado em novembro de 1963.
Os anos seguintes são de disputa intensa. O vice de Kennedy, Lyndon Johnson, afunda o país na agressão ao Vietnã, enquanto internamente, em meio a gigantescas manifestações populares, faz aprovar a Lei dos Direitos Civis, acabando com a discriminação política aos negros e em 1964 vence o republicano Barry Goldwater, que sintetizou o seu programa de governo em jogar uma bomba atômica no banheiro do Kremlin.
Porém, prosseguem os assassinatos de líderes populares: Malcom X é assassinado em 1965. Martin Luther King, em 1968. Em meio à impopularidade da Guerra do Vietnã, os republicanos retornaram ao poder com Nixon, mas isso somente aconteceu após o assassinato do candidato favorito às eleições de 1968, Robert Kennedy. Porém, Nixon, após uma reeleição estrondosa, é obrigado a renunciar para escapar do impeachment, no rastro do escândalo da espionagem sobre a sede do Partido Democrata, no edifício Watergate, em Washington.
REAÇÃO
Com Carter, os democratas chegam ao governo, mas, em 1980, após a eleição de Reagan, a reação estabelece outra vez seu domínio direto sobre o Estado. Reagan e os dois Bush não por acaso o intervalo dos dois mandatos de Clinton foi de uma turbulência que por pouco não acaba na deposição do presidente dispensam apresentações. Um historiador norte-americano descreveu esse período como o mais reacionário da história dos EUA.
É este período que a eleição de Obama encerra. Não por acaso, em meio à mais profunda crise da história do país a mais profunda crise dos monopólios, especuladores e parasitas que infestaram os EUA e o mundo a partir de 1980. Uma crise tão violenta que abriu o caminho para um negro, de pai africano e criado na Indonésia pudesse ser presidente dos EUA, vencendo todas as restrições ao voto, todas as fraudes, todo o cortejo anti-democrático que acompanha, há muito, as eleições norte-americanas.
CARLOS LOPES
enviada por O Pensamento
04/10/2008 20:59
Contra a farsa eleitoreira
Editorial - Nada de novo na farsa eleitoral
Novamente o bloco da farsa eleitoral foi colocado nas ruas em meio a uma profunda crise de apodrecimento do velho Estado brasileiro, crise esta que só vem se aprofundando, apesar de todos os intentos oficiais e oficiosos em dourar a pílula de que vivemos maravilhas, como "nunca neste país". O monopartidismo consolidado desde 1964 desfila faceiro enquanto as siglas eleitoreiras todas antioperárias e de traiçao nacional encenam, como sempre, confrontar programas e idéias distintas na disputa pela "alternância" nos cargos eletivos.
As coligações formadas para a disputa das mais de 5 mil prefeituras são demonstração inequívoca de que, nesta velha democracia, os partidos e políticos não são mais que, literalmente, farinha do mesmo saco. É a expressão e revelação de sua verdadeira natureza e essência burguesa, burocrática e reacionária. Enquanto nas grandes cidades, tucanos e petistas se esforçam para marcar diferenças que na prática não existem e se digladiam em busca de votos, no interior foram efetivadas mais de mil coligações entre os dois partidos. Isso sem falar nas coligações "informais", como a de Belo Horizonte, onde um acordo entre o prefeito Pimentel e o gerente estadual Aécio Neves lançou a candidatura Márcio Lacerda, pelo PSB, à "revelia" da direção do PT.
O velho e carcomido Estado, dependente desse fôlego representado pela pretensa renovação propiciada pelas eleições, investe em todos os campos para garantir o afluxo de eleitores às urnas em outubro. Numa das campanhas publicitárias mais ridículas de todos os tempos, é mostrada a verdadeira concepção da participação política permitida ao povo nessa velha democracia. Sob o slogan de que "quatro anos é muito tempo", tentam "conscientizar" as pessoas a fazerem boas escolhas nas eleições, sob pena de rever suas escolhas somente quatro anos depois. Pois é, para as classes dominantes que erigiram este sistema de Estado e de governo em que vivemos, isto é o máximo de participação política permitida ao povo, ainda que seja preciso escolher entre o fogo e a frigideira. Isso porque, seja qual for o resultado das eleições, a vitória será do latifúndio, do capital burocrático e do imperialismo.
É cada vez mais difícil manter essa farsa, é uma cara operação para o velho Estado de grandes burgueses e latifundiários. O povo (as massas de trabalhadores do campo e da cidade e seus aliados) percebe a cada dia com mais clareza que não será essa a solução para seus problemas. Os recorrentes escândalos de corrupção, roubo de direitos, massacres contra pobres e o incremento da política fascista comprovam que o problema não é de escolha entre uns e outros, mas de que enquanto perdurar essa estrutura podre do Estado brasileiro, nunca haverá uma verdadeira democracia no Brasil.
A cada processo eleitoral, mais e mais brasileiros deixam de comparecer às urnas, ainda que o voto seja obrigatório. Ademais dos votos em branco e nulos. Essa desilusão com a "democracia" só não se transformou em ações populares mais conseqüentes e contundentes por que essas massas ainda não se deram conta da verdadeira natureza dessa "democracia". De qualquer forma serve, ainda que de forma muito lenta, a elevar a consciência do povo. É o que tem se expressado na diminuição da credibilidade dos sucessivos gerenciamentos de plantão, que dependendo de um mínimo de apoio popular, cada vez mais precisam se desdobrar nos esforços e malabarismos para seguir enganando e se sustentarem em seus cargos.
Na cidade do Rio de Janeiro, onde se aplica com maior esmero o receituário imperialista da repressão ilimitada sobre as massas populares, a corrida eleitoral ganhou contornos dramáticos quando o gerente estadual, Sérgio Cabral Filho, requisitou tropas federais para garantir as campanhas nas favelas e áreas dominadas por grupos paramilitares e traficantes. Um pretexto mais para o reforço nas tropas de repressão do Estado, que tem nos paramilitares e traficantes suas forças auxiliares.
Toda a história da república brasileira é uma demonstração de como é falsa a propaganda de que vivemos em uma democracia. Assim como nos longos momentos de ditadura fascista declarada, os períodos "democráticos" foram todos caracterizados pelas mesmas políticas que, de modo sofisticado ou não, têm colocado a nação brasileira sob as garras do imperialismo e o povo sob a mais infamante ditadura da burguesia.
Não se trata aqui de exigir deste velho Estado mais espaço e "representatividade" para o povo, porque isso contraria a teoria segundo a qual o Estado é um órgão especial de repressão de uma classe sobre outra, sendo seu sistema de governo a forma pela qual as classes dominantes dirigem.
Mas aos poucos o povo vai percebendo que é preciso fazer algo pela emancipação das classes exploradas e oprimidas e para libertar o país da subjugação nacional, algo que não se limite ao comparecimento às urnas de dois em dois anos, mas que mostre o protagonismo político que merecem ter essas mesmas classes, dirigidas pelo proletariado.
Impulsionar os movimentos populares classistas e combativos, destruir o latifúndio entregando a terra aos camponeses pobres sem terra ou com pouca terra, libertar e desenvolver as forças produtivas no campo, construir o Poder Popular passo a passo, esse é o caminho para construir uma verdadeira e nova democracia para o povo e a Nação brasileira.
http://www.anovademocracia.com.br/index.php/Editorial-Nada-de-novo-na-farsa-eleitoral.html acessado em 04/10/2008.
enviada por O Pensamento
28/09/2008 12:13
Cristo
Jesus Cristo é o combustível no qual se re abastece diariamente para uma vida feliz.
enviada por O Pensamento
18/09/2008 13:12
E a paz volta a reinar. Com muita endorfina. E o ano vai indo a bailar. E nós cá estamos de volta. Mais experientes.
enviada por O Pensamento
08/08/2008 14:29
8-8-2008 abertura das Olimpíadas de Pequim
Que emocionante a abertura das Olimpíadas de Pequim, hoje pela manhã! Nunca tinha assistido a uma abertura tão bela como a dehoje. Confesso que me emocionei e até chorei, com todo aquele espetáculo, onde a diversidade cultural, religiosa e linguística é que faz a beleza. Sentífelicidade por estar vivo e poder ver esse espetáculo. Viva a China socialista.
Hoje são 8-8-8. Super interessante.
Vitóriasao Brasil nesses jogos.
Shalom alechem.
enviada por O Pensamento
17/07/2008 00:43
White Rabbit
White Rabbit- de Jefferson Airplane
One pill makes you larger
And one pill makes you small,
And the ones that mother gives you
Don't do anything at all.
Go ask Alice
When she's ten feet tall.
And if you go chasing rabbits,
And you know you're going to fall,
Tell 'em a hookah-smoking caterpillar
Has given you the call.
Call Alice
When she was just small.
When the men on the chessboard
Get up and tell you where to go,
And you've just had some kind of mushroom
And your mind is moving low,
Go ask Alice;
I think she'll know.
When logic and proportion
Have fallen sloppy dead,
And the White Knight is talking backwards
And the Red Queen's "off with her head!"
Remember what the doorknob said:
"Feed your head. Feed your head. Feed your head"
Coelho Branco
Uma pílula o deixa maior
E outra pílula o deixa menor,
E aquelas que a sua mãe lhe deu
Não fazem nada.
Vá perguntar a Alice
Quando ela tiver dez metros de altura
E se você for caçar coelhos
E você sabe que vai cair,
voce vê uma largata esfumaçando um narguilé
Que te dá o sinal
Chame Alice
Quando ela for pequena.
Quando o homem do tabuleiro de xadrez
Levantar e disser aonde ir.
E você tem apenas um tipo de cogumelos
E seus pensamentos são vagarosos.
Vá peguntar a Alice
Eu acho que ela vai saber.
Quando lógica e proporção
Vem ao chão,sujos e mortos.
E o Cavaleiro Branco está falando ao contrario
E a Rainha Vermelha "corte a cabeça dele!"
Lembre o que o momerat disse:
"alimente sua cabeça.alimente sua cabeça. alimente sua cabeça"
P.S. Essa música é demais. E a vocalista do Jefferson era uma gatíssima!
Valeu.
enviada por O Pensamento
30/06/2008 18:55
sonho/ astral
Eu estava andando em Ponta Negra, de madrugada. Fui atravessar a rua. Uma senhora pegou nos meus braços- como querendo que eu a ajudasse a atravessa- la- e me perguntou onde ficava uma igreja, que terminava (o nome) com de Jesus. Eu perguntei a ela se era igreja católica ou evangélica. Ela me respondeu que era Católica do Evangelho. Respondi onde tinha uma. Fui lá, e era realizada Missa em Latim. Encontrei a Tânia, uma ex- aluna minha do cursinho, que hoje é professora de Português. Ela estava visitando essa igreja, para assistir à Missa em Latim, com colegas de Letras. Como é que eu sei disso, não me perguntem... Depois, encontrei o Antônio (colega da Pós, na Estadual). Ele estava andando e apressado. Fazendo pesquisas espirituais. Falamos rapidamente, e ele me falou bem do curso da Estadual e o da EST. Quando estava chegando perto de casa, e eu estava perto da IBAV, um jovem de uns 20 e poucos anos, com olhar autoritário- era branco de cabelos escuros e brasileiro- me perguntou:
Por que você não é muçulmano?
E eu lhe respondi:
Por que eu creio na Trindade.
Depois, dei um abraço nele, como de agradecimento.Na realidade, estava querendo saber porque eu não participava da reunião do grupo dele- era um líder leigo- no astral. E assim foi encerrado o sonho.
enviada por O Pensamento
22/06/2008 01:14
A Vanessa Gerbelli é uma gatíssima. Caramba, ela tem o jeitinho que eu gosto numa mulher. Gosto de seu sorriso. Sou seu fã. Quem sabe um dia, né Vanessa?
Valeu.
enviada por O Pensamento
30/05/2008 00:43
insight
"no tempo certo as coisas acontecem"
Comunismo
Economia
Hoje!
enviada por O Pensamento
25/05/2008 22:37
No Que Creio
Hoje resolvi escrever no que creio, do ponto de vista espiritual. Isso depois de ter que testemunhar no que creio, para fiéis de outro credo.
Creio em Deus Pai Todo Poderoso, Javé, que criou o Universo inteiro do nada (criatio ex- nihilo). Creio que Ele criou tudo bom e perfeito. Mas, em certo momento, o anjo mais forte do paraíso resolveu se rebelar. Era forte, belo e maestro do coro celestial. Quis sentar no Trono de Deus, e se desviou do Bem, portanto. Seu nome era Lúcifer (Portador da Luz). Levou 1/3 dos anjos em sua rebelião. Foi expulso do Céu por São Miguel, o Arcanjo chefe dos anjos leais a Deus. Passou Lúcifer a ser o diabo (aquele que separa), líder das hostes infernais, maior inimigo de Deus e dos homens. O Inferno foi preparado para ele e seus demônios.
Os anjos são mensageiros de Deus junto aos homens. Instigado pelo diabo (serpente) o homem (Adão) pecou. A partir de então, nós, seres humanos, nascemos com uma inclinação ao mal (pecado original). Mas Javé socorreu a humanidade, enviando profetas e Moisés, que deu a Lei de Deus ao povo hebreu. Mas os homens continuaram pecando. Então, Deus mandou o Messias, para salvar a humanidade do pecado. Seu nome é Jesus Cristo. Ele é o Filho de Deus, e a segunda pessoa da Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo). Ele morreu na cruz por nossos pecados, e ressuscitou ao terceiro dia. Venceu a morte eo mal. Todo homem que crer em Jesus Cristo como seu Senhor (Deus) e Salvador pessoal, será salvo, i.e: irá para o Céu após a morte onde viverá eternamente.
Os membros de religiões não-cristãs, desde que tenham boa intenção em seus atos e em sua fé, também serão salvos por Deus, que é misericordioso. No Novo Testamento, escritura sagrada cristã, está dito que Deus é amor.
Deus também se revelou a outros povos. Coisas boas existem nas religiões não- cristãs.Mas, a plenitude da revelação de Deus foi dada pelo Filho de Deus, Jesus cristo. Esse, até resgatou espíritos em prisão, na mansão dos mortos, segunda a Escritura. Em 1 João está dito que quem crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus.
Em síntese, o que creio está nas palavras acima.
porque Deus amou o mundo de tal maneira que enviou o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3: 16.
enviada por O Pensamento
20/05/2008 13:00
Paz, Resposta e Silêncio.
Ontem à noite, enquanto ia para o trabalho, sentí um forte e inesperado sentimento de profunda paz. Uma paz que me fazia não fazer nada, apenas saborear o momento. Como estava com tempo sobrando,essa paz foi inundando minha cabeça, e começei a ter insights. Olhei para o céu, e ví o céu, algumas estrelas e o brilho da lua. Mais abaixo, casas em estilo antigo e um coqueiro. Me sentí em outra época, antiga e em profundo contato com a natureza. Sentí que estava extravasando o limite tempo- espaço. Estava transcendendo tudo isso. Percebí que o importante é estar vivo. Que o importante é estar vivendo essa oportunidade. Sentí que Deus esteve comigo mesmo nos piores momentos, e nos que achei que Ele havia me abandonado. E me lembrei desses momentos, sentindo Deus lá, perto de mim. Era hora de paz. Muita paz. O que será tudo isso? É uma resposta ao post de baixo? Também. Mas é uma profunda experiência mística que tive e tenho agora, também. Quem já sentiu Deus dentro de si, e que tem todas as respostas dentro de sí? Eu. O coração palpita já! Muita emoção. É uma nova época de minha vida, essa canção inacabada. E terna. E eterna. Com Deus. Dentro de mim.
Em silêncio hoje, recebí inumeras respostas para questões minhas, antes mal resolvidas. Percebí que estava dando muito pouco tempo para receber minhas respostas. E que, no silêncio, o meu Deus fala comigo. Hoje e sempre. Eternamente. O Eterno. O Poder do Silêncio é real. Nele, Deus se manifesta, e se revela. Tudo é recriado. Nos revelamos e surpreendemos através disso. É um Estado Alterado de Consciência natural. E lá estão todas as respostas. Todas as nossas respostas. Estou animado. Por mim mesmo. Vem de Deus dentro de mim. Assim seja por toda a Eternidade. Amém.
Eu Sou Alguém Maior. Na Maior.
Alguém. 21 de Maio de 2008. O Primeiro. Amém.
enviada por O Pensamento
13/05/2008 19:07
então é isso?
mas a a vida adulta é apenas isso de cumprir horários e assumir novas responsabilidades? Mas que saco. Então foi pra isso que fomos criados. Não, "o homem foi criado para a felicidade" (Dostoiévski). Mas e essa realidade imposta que nos cerca? Bom, tenho uma louca vontade de "chutar o pau da barraca",como já disse antes, aqui.
Tem que valer a pena, não é? Espero que seja válido...
enviada por O Pensamento
06/05/2008 00:20
Guerra do Vietnã
A Guerra do Vietnã
HISTÓRICO
A região do atual Vietnã foi parte da Indochina, colônia francesa desde o final do século XVIII . O processo de descolonização processou-se após a Segunda Guerra Mundial, a partir de violenta luta envolvendo as tropas francesas e os guerrilheiros do Viet Minh ( Liga para a Independência do Vietnã ) ligada ao Partido Comunista, que por sua vez havia sido fundado em 1930 por Ho Chi Minh.
O movimento guerrilheiro travou suas primeiras lutas em 1941, durante a 2° Guerra contra o domínio japonês e manteve a luta contra a França quando essa, após a o final da Grande Guerra, tentou recuperar seu domínio a partir dos bombardeios promovidos sobre a região norte do Vietnã. De 1946 a 54 desenvolveu-se a Guerra da Indochina, onde os norte vietnamitas, liderados pelo Viet Minh e com o apoio da China, derrotaram os Franceses, obrigando Paris a aceitar a independência.
A Conferência de Genebra ( 1954 ) reconheceu a independência do Laos, Camboja, e do Vietnã, dividido em dois pelo paralelo 17: ao norte formou-se a República Democrática do Vietnã, pró soviética e ao sul formou-se a república do Vietnã, pró ocidental, determinando ainda que em 1956 realizar-se-ia um plebiscito para promover a unificação do país.
ANTECEDENTES
Em 1955 o primeiro ministro Ngo Dinh Diem liderou um golpe militar que depôs a monarquia e organizou uma república ditatorial, que recebeu apoio norte americano, executando principalmente uma política repressiva, desdobramento da Doutrina Truman que preocupava-se em conter a expansão socialista.
A violenta política repressiva, associada aos gastos militares e a estagnação da economia fez com que surgissem os movimentos de oposição, destacando-se a Frente de Liberação Nacional e seu braço armado, o exército vietcong.
A GUERRA
A força do movimento guerrilheiro contra o governo capitalista determinou a entrada dos EUA na guerra, enviando 10.000 conselheiros militares para o Vietnã do Sul. Em princípio a Guerra do Vietnã restringiu-se ao sul, no confronto entre os vietcongs e as tropas governamentais apoiadas pelos EUA. Somente em 1964, sob o pretexto de ataques à embarcações norte americanas no Golfo de Tonquim, é que os EUA passaram a bombardear a Vietnã do Norte, fazendo com que a guerra atingisse diretamente esse país, que até então ajudava os vietcongs no sul com alimentos e armas.
Um dos principais momentos da guerra ocorreu em 1968, quando tropas do norte e dos vietcongs desfecharam a Ofensiva do Tet, comandada pelo General Giap, alcançando Saigon (capital do sul) e outras cidades importantes, impondo importantes derrotas aos norte americanos.
Este fato fez com que o descontentamento nos EUA aumentasse, ocorrendo várias manifestações contra a participação na guerra. No entanto, o presidente Nixon em 1972 ampliou ainda mais o conflito ao bombardear região do Laos e Camboja, tentando destruir a Trilha de Ho Chi Minh, responsável pelo abastecimento dos vietcongs; além de retomar os intensos bombardeios sobre as cidades do norte, utilizando-se de armas químicas e bloquear os portos, tanto o norte como os guerrilheiros mantiveram-se em luta, desgastando o exército norte americano, forçando o governo a aceitar o Acordo de Paris.
A saída dos EUA da guerra em 1973, fez com que o conflito seguisse de forma localizada, envolvendo as forças de resistência do Vietnã do Sul, que mantiveram-se em luta até 1975, quando o governo de Saigon rendeu-se.
http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=56
OBS: e dessa forma, os bravos guerrilheiros vietcongues derrotaram o imperialismo yankee. Exemplo eterno para todos os anti- imperialistas.
enviada por O Pensamento
23/04/2008 22:58
sionologia
Sionologia
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Sionologia (em russo: сионология sionologuiya) foi uma doutrina promulgada na União Soviética durante a Guerra Fria, e intensificada após a Guerra dos seis dias de 1967. Foi oficialmente patrocinada pelo departamento de Propaganda do Partido Comunista da União Soviética e pela KGB. A sionologia era profundamente anti-sionista, alegava que o sionismo é uma forma de racismo e que os sionistas eram semelhantes aos nazistas. Oficialmente, a União Soviética opunha o racismo, os sionologistas, portanto, afirmavam que não eram racistas ou anti-semitas.
Contexto
A Sionologia foi apresentada como uma ciência sócio-politica, mas há pouca ou nenhuma evidência de que ela seja compatível com o método científico. Na linha das políticas oficiais soviéticas anti-Israel e anti-ocidentais, os soviéticos reciclaram frequentemente as difamações anti-semitas no contexto Marxista.
O Sionismo, o movimento nacional pelo regresso do povo Judeu a Sião, e sua auto-determinação ali, formado sob uma forte influência esquerdista e socialista, foi deturpado de acordo com a política do Partido. No seu livro de 1969 Cuidado! Sionismo, um dos principais sionologistas, Yuri Ivanov definiu-o como a "ideologia de organizações informalmente conectadas e prática política da burguesia judaica, fundida com esferas monopolistas nos EUA. O sionismo põe em andamento o chauvinismo militante e o anti-comunismo".
Alguns livros sionologistas, "expondo" o Sionismo e o Judaísmo, foram incluídos na "lista de leitura obrigatória" para pessoal militar, da polícia, estudantes, professores e membros do partido comunista soviético e foram publicados em grandes números.
Alguns notáveis "sionologistas" eram judeus étnicos, que supostamente deveriam representar uma "opinião de um perito". Frequentemente, as suas obras consideravam qualquer expressão do Judaísmo como Sionista e consequentemente recomendavam a sua repressão.
Em Novembro de 1975, o famoso historiador e académico soviético M. Korostovtsev escreveu uma carta ao Secretário do Comité Central, Mikhail Suslov, referindo-se ao livro A Contra-REvolução Transgressora de Vladimir Begun nos seguintes termos: "...ele incita perceptivelmente o anti-Semitismo debaixo da bandeira do anti-Sionismo."
A terceira edição da "Grande Enciclopédia Soviética", de trinta volumes, publicada oficialmente pelo estado soviético, do periodo 1969-1978, Большая Советская энциклопедия (БСЭ qualifica o Sionismo como racismo e faz as seguintes afirmações:
"os principais postulados do moderno Sionismo são o chauvinismo militante, racismo, anti-Comunismo e anti-Sovietismo"
"A essência reacionária anti-humana do Sionismo" é "luta aberta e secreta contra a liberdade de movimento e contra a URSS"
"A Organização Sionista Internacional detém grandes fundos financeiros, em parte através de monopolistas judeus e em parte recolhidos por caridades judaicas obrigatórias", ela também "influencia ou controla parte significativa das agências informativas e outras fontes do ocidente"
"servindo como a frente avançada do colonialismo e do neo-colonialismo, o Sionismo internacional participa activamente na luta contra movimentos de libertação nacional dos povos da África, Ásia e América Latina"
"Um processo de assimilação natural e objectivo dos Judeus está a crescer por todo o mundo." ([1])
Paul Johnson e outros historiadores afirmam que a Resolução 3379 da Assembleia Geral das Nações Unidas, de 10 de Novembro de 1975 que rotulava "Sionismo" como "racismo" foi orquestrada pela URSS. Ela foi anulada pela Resolução 4686 da Assembleia Geral das Nações Unidas em Dezembro de 1991, coincidindo com o colapso da União Soviética.
Outro tema recorrente da Sionologia era a Negação do Holocausto, tais como a alegação de laços secretos entre os Nazis e a liderança Sionista. A tese de doutoramento de 1982 de Mahmoud Abbas, um co-fundador da Fatah e um dos líderes da Organização da Libertação da Palestina, que se doutorou em história na Faculdade Oriental de Moscovo, era "A Ligação Secreta entre os Nazis e os Líderes do Movimento Sionista". [2], [3]
[editar] Fontes Sionológicas
[4] Judaism Without Embellishments (judaísmo sem maquilhagem) por Trofim K. Kichko, publicado pela Academia de Ciência da Ucrânia em 1963
Citação: "É nos ensinamentos do Judaísmo, no Antigo Testamento, e no Talmud, que os militaristas israelitas encontram inspiração para as suas façanhas inumanas, teorias racistas e projectos expansionistas..."
A reação no estrangeiro à publicação deste livro forçou a Comissão Ideológica do Partido Comunista a reconhecer em Abril de 1964 que o livro "pode ser interpretado no espírito do anti-semitismo". Mas em 20 de Janeiro de 1968, o jornal oficial do Partido Comunista da Ucrânia, (PCU) Pravda Ukrainy noticiou que o Conselho Supremo do PCU tinha atribuído a Kichko um diploma de honra. O seu outro livro, Judaismo e Sionismo (1968), falava de "ideia chauvinista da Deus escolhendo o povo Judaico ... e a ideia de dominar sobre outros povos do mundo"
The Encroaching Counter Revolution (A Contra-Revolução que transgride) por Vladimir Begun, Minsk, 1974
Alega que a Torah é "um livro de textos insuperáveis na sua sede de sangue, hipocrisia, traição, perfídia e desprezível libertinagem"
Zionism in the service of Anti-Communism (Sionismo ao serviço do Anti-Comunismo) por V.V. Bolshakov
Contém acusações aos Sionistas de terem "servido a quinta coluna de Hitler a estabelecer uma dominação Nazi do mundo."
Beware! Zionism, (Cuidado! Sionismo) por Yury Ivanov, Evgeniy Evseev, 1969.
Texto em Russo numa página de Internet de ultra-nacionalistas russos.
[editar] Referência
Portraits of Infamy: A Study of Soviet Antisemitic Caricatures and Their Roots in Nazi Ideology por Abraham Cooper. L.A. Simon Wiesenthal Center, 1986.
Apresentado ao processo de Helsinquia, discussões sobre segurança e cooperação na Europa, Berna, Maio de 1986. Contém ilustrações de caricaturas anti-semitas soviéticas, por vezes quase idênticas às caricaturas Nazis, especialmente as do Der Stürmer. Compara o uso Soviético e Nazi de temas clássicos anti-semitas e a deshumanização de Judeus, o Judeu como instigador da Guerra e manipulador mesquinho, a conspiração mundial judaica, etc. Mostra a identificação soviética dos israelitas com os Nazis.
The Nazification of Russia: Antisemitism in the Post-Soviet Era por Semyon Reznik. Wash., DC: Challenge Publications, 1996.
Russian Antisemitism, Pamyat, and the Demonology of Zionism por William Korey. Chur (Switzerland): Harwood Academic Publishers for the Vidal Sassoon International Center for the Study of Antisemitism, The Hebrew University of Jerusalem, 1995.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sionologia
enviada por O Pensamento
18/04/2008 14:47
Ivan Smirnov e a Acumulação Socialista Primitiva
Ivan Smirnov
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ivan Nikitich Smirnov ou Ivan N. Smirnov ou Ivan Smirnov - Revolucionário bolchevique e líder militar russo.
Quando jovem, filho de camponeses, é ferroviário. Se encontra com estudantes que lhe passam material marxista e organiza ao redor destes textos um círculo de estudos formado por uns quinze operários de sua fábrica. Também é nesta atividade onde é recrutado para o partido, aos 18 anos. É denunciado e preso pronto, e passa dois anos na prisão e nove meses no exílio. O partido lhe envia então a trabalhar em Vichny Volotchek aonde vai a uma fábrica de 10.000 operários e nenhum contacto. Converte-se em revolucionário profissional e regressa a prisão, desta vez por dois anos.
Com a I Grande Guerra, Smirnov é movilizado ao Exército em 1915, onde consegue construir uma organização bolchevique clandestina ao redor de 400 homens, todos militares. Desconhecido militante, se converteu em um dos dirigentes mais prestigiosos.
De Tomsk, é convocado a Moscou onde muitos dirigentes o conhecem, de Tomsk ou de Narym, e é a feito ao "trabalho militar", no CMR (Comitê Militar Revolucionário) do V Exército do Exército Vermelho aonde joga um rol decisivo na batalha de Kazan, ante Sviajsk. Membro durante um ano do CMR da República, regressa a clandestinidade ao ano seguinte na Sibéria, logo, com a derrota de Kolchak, e se converte em presidente do comitê revolucionário da Sibéria, que sovietiza. Ganha o apelido de "Lenin da Sibéria".
Em 1921-23 foi membro do Comitê Executivo do Partido Comunista e entre 1921 e 23 foi membro do Conselho Superior da Economia Nacional (CSEN, em russo VSNKh ou Vesenkha). Em 1923 é Comissário do Povo de Correios e Telégrafos.
Em 1923 adere ao movimento oposicionista liderado por Trotski, com quem era próximo deste a Guerra Civil, quando dirigiram as batalhas do V Exército do Exército Vermelho. É um dos subscreveram a declaração de protesto escrita por Preobrajensky contra a burocratização do Partido e do Estado na URSS, a Declaração dos 46 e a Declaração dos 83. Apóia Trotski e Preobrajenski e participa da organização da Oposição de Esquerda em 1923-4 e posteriormente do novo movimento oposicionista, a Oposição Unificada de 1926. Por sua penetração junto aos militares leva-os aderirem em massa a Oposição, o que obriga Stálin a cassar o direito ao voto das células militares.
Desenvolve o conceito teórico de Acumulação socialista primitiva que posteriormente é aperfeiçoado por Preobrajenski (exposto no livro A Nova Econômica, de 1926).
Em 1927 quando a Oposição Unificada é perseguida e o grupo zinovievista capitula, segue na luta junto com o grupo trotskista da oposição até ser preso, expulso do Partido e exilado na Sibéria por Stálin.
Durante a década de 1930 organiza um braço clandestino da Oposição de Esquerda Internacional dentro da URSS, que o próprio Trotski declara considerar ser a maior seção nacional do movimento trotskista. Nessa organização participam importantes trotskistas não-exilados como Preobrajenski. Em 1934, dentro do clima do Grande Expurgo (1933-1938) é arrolado pela NKVD junto de Kamenev e Zinoviev e outras 33 pessoas pela acusação de organizar com Trostki (que estava exilado)um plano conspiratório para assassinar Stálin e outras lideranças do partido. Em 1936 Smirnov é acusado de organizar um centro trotskista conspiratório subversivo, desmantelado e cujos membros são presos e fuzilados. Smirnov por fim fuzilado em 1937.
[editar] Bibliografia
Hace ochenta años, este partido bolchevique que tomaba el poder - Pierre Broué - Tradução na revista da CEIP do artigo publicado Cahiers Léon Trotsky N. 60, Novembro de 1997
Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Ivan_Smirnov"
Acumulação socialista primitiva
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Acumulação Socialista Primitiva é um conceito teórico desenvolvido pelos bolcheviques membros da Oposição de Esquerda do Partido Comunista da URSS, entre 1923 e 1927. A acumulação socialista primitiva foi exposta pela primeira vez por Ivan Smirnov e desenvolvida em seguida por Ievguêni Preobrajenski, principalmente no seu trabalho "A Nova Econômica", de 1926.
Índice
[esconder]
1 Conceito
2 Diferença entre acumulação socialista e acumulação socialista primitiva
3 Origens e funcionamento
4 A idéia dos dois reguladores na economia de transição ao socialismo
5 Conseqüências
6 Referências
[editar] Conceito
O conceito enfatiza a possibilidade da constituição de uma transição ao socialismo pelo uso do planejamento estatal e de trocas desiguais entre o setor privado agrário e artesanal com o setor industrial estatal em uma economia capitalista ex-colonial ou semi-colonial, onde conseqüentemente a etapa de acumulação capitalista primitiva foi ausente ou fraca ao desenvolvimento do capitalismo avançado, pré-condição favorável à constituição de uma estrutura produtiva socialista.
[editar] Diferença entre acumulação socialista e acumulação socialista primitiva
Em A Nova Econômica, Preobrajenski será quem formulará claramente a distinção teórica entre a "acumulação socialista", realizada graças aos recursos próprios do setor socialista (a sobreprodução dos trabalhadores empregados nesse setor) e a acumulação primitiva socialista, realizada graças à apropriação pelo setor socialista de uma grande parte da excedente privado.
[editar] Origens e funcionamento
A Acumulação Socialista Primitiva foi apresenta como lei fundamental da transição ao socialismo. Com este conceito, Smirnov e Preobrajenski reeditavam a teoria de Marx de "acumulação capitalista primitiva", recolocando-a nos termos da recém implantada economia socialista.
O processo de desenvolvimento espontâneo nos países capitalistas avançados se deu pela acumulação capitalista primitiva. A grande indústria foi desenvolvida primitivamente pelos capitais apropriados pelos burgueses industriais, por meio das próprias trocas desiguais entre a grande indústria com a economia agrária e a pequena economia privada urbana. Processava-se a transferência do capital excedente acumulado na economia agrária, mercantil e artesanal à indústria, e assim a acumulação capitalista primitiva acabou levando à progressiva industrialização e a expropriação e desaparecimento da economia tradicional e artesanal, o que não ocorreu totalmente com os países atrasados.
A teoria da acumulação socialista primitiva busca apreender quais as leis que regeriam o desenvolvimento de uma economia socialista numa situação em que a agricultura e o pequeno comércio continuavam a guiar-se pelas leis do mercado, quer dizer, numa situação de economia mista (meio estatal socialista e meio privada capitalista) e o desenvolvimento capitalista ulterior era pouco avançado. Isto é, uma economia em que havia ocorrido a expropriação socialista da grande indústria, mas em que persistia ainda milhares de pequenas propriedades produtivas privadas. O desenvolvimento socialista se faria pela expansão industrial através da transferência de capitais excedente do setor camponês e da pequena propriedade em geral, acumulados pelo controle exercido pelo planejamento democrático dos preços e pela própria implantação de novas empresas e fábricas estatais.
[editar] A idéia dos dois reguladores na economia de transição ao socialismo
No centro do pensamento de Preobrajenski e de outros, a teoria da Acumulação Socialista Primitiva procura seguir a metodologia de Marx utilizada em O Capital, expressando a idéia de que no capitalismo a regulação econômica é feita pela lei do valor, enquanto que, numa economia sob a ditadura do proletariado, haveria na fase de transição para o socialismo uma regulação sobre a economia mista operada pelos organismos de planejamento governamental e apoaiada pelas empresas estatizadas. Portanto, no caso contrário, ausente o planejamento, e mantido o mercado livre, opera a regulação concorrencial feita pela lei do valor.
[editar] Conseqüências
A tese em si denuncia a continuidade da NEP e de outras formas de liberalização pró-mercado que visem à acumulação de capital para o desenvolvimento de parque produtivo avançado. Por um lado, respondia, portanto a polêmica da Oposição de Esquerda com o bloco de Stálin e Bukharin, que defendiam o prosseguimento da NEP durante da década de 1920 e várias medidas de incentivo à pequena propriedade privada. Por outro lado, respondia à acusação de Bukharin, de que a Oposição de Esquerda defenderia a aniquilação dos camponeses ou pequenos produtores privados.
Como conseqüência dessa teoria, seria evitável também qualquer hipótese de coletivização forçada (acumulação de capitais, constituído pela apropriação de recursos obtidos pelas expropriações dos camponeses e pequenos comerciantes) como acabou empreendendo o stalinismo no fim do ano de 1929, quando reverteu sua política anterior.
[editar] Referências
PREOBRAJENSKI, Eugênio. "A nova econômica". Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979.
RODRIGUES, Leônico Martins. "Preobrajenski e a 'Nova Econômica'". In: "A nova econômica". Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979.
Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Acumula%C3%A7%C3%A3o_socialista_primitiva"
http://pt.wikipedia.org/wiki/Acumula%C3%A7%C3%A3o_socialista_primitiva
enviada por O Pensamento
16/04/2008 10:31
Reencontrei o primo do Canadá. Foi muito legal, bebemos e conversamos.
Depois dos eventos da licença, me sinto no mundo adulto.
Valeu amigos.
Firme e forte, meu chapa.
enviada por O Pensamento
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